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Timon discute orçamento de 2027 com participação das comunidades


Antes de definir como os recursos de Timon serão distribuídos em 2027, demandas que fazem parte da rotina dos bairros entraram na discussão. Calçamento, infraestrutura, reforma de espaços públicos e outras melhorias foram apresentadas por representantes de associações de moradores durante audiência pública sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), realizada nesta segunda-feira (28).

O encontro, no auditório da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), reuniu gestores municipais e representantes da sociedade civil. A proposta foi apresentar o planejamento para o próximo ano e abrir espaço para que a população conheça e participe da discussão sobre a aplicação do dinheiro público.

A LOA funciona, na prática, como o orçamento do município para um ano. Nela, a Prefeitura estima quanto deverá arrecadar e define quanto poderá gastar em áreas como saúde, educação, infraestrutura, assistência social e demais serviços públicos. A previsão das receitas e a definição das despesas são funções previstas para a Lei Orçamentária Anual pela Constituição.

“A audiência é importante porque permite apresentar esse planejamento à população e também ouvir as necessidades das comunidades. O orçamento precisa ser responsável, caber dentro da realidade financeira do município e, ao mesmo tempo, buscar atender às prioridades da população”, ressalta o secretário municipal de Finanças, Aécio Borges.

O que muda com a LOA

A diretora de Orçamento de Timon, Eronildes Cavalcante, explicou que a LOA transforma o planejamento do município em previsão de receitas e despesas para o exercício seguinte.
“Nesta lei nós teremos a fixação das despesas, tudo que será executado no exercício de 2027, e a previsão da receita, tudo aquilo que vai ser arrecadado para o município”, explicou. Ela ressalta que, depois dessa etapa de discussão, a proposta será encaminhada à Câmara Municipal, onde passará pela análise dos vereadores antes da votação.

Comunidades querem acompanhar o orçamento

Para Rebatrudes Picanço, primeira-secretária da Associação de Moradores do bairro São Francisco, a participação das comunidades nesse processo é essencial. “É muito importante que a população participe para saber onde está sendo aplicado o dinheiro público, como vai ser distribuído e como vai ser aplicado”, afirmou.

Ela pretende compartilhar com os moradores do bairro as informações apresentadas durante a audiência. A participação das entidades permite não apenas apresentar reivindicações, mas também acompanhar as etapas que antecedem a definição do orçamento municipal.

TOP entra no planejamento de 2027

A audiência também apresentou resultados do Timon no Orçamento Participativo e mostrou como as propostas escolhidas diretamente pelos moradores entram no planejamento dos investimentos municipais. A participação no TOP cresceu de 18.350 votos, em 2025, para 44.526 votos válidos em 2026. O programa reserva R$ 10 milhões para investimentos em propostas escolhidas pela população.
Entre as ações estão pavimentação, instalação de academias, reformas de unidades básicas de saúde e melhorias em campos e outros espaços públicos. Parte das propostas da edição anterior já está em execução, enquanto as novas escolhas passam a integrar o planejamento dos próximos investimentos. “Esses investimentos vão melhorando a vida das pessoas e da sociedade”, afirmou Aécio Borges.