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Especial ‘Timon 125 anos’ – Igreja Matriz e Praça São José


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A história da igreja matriz de São José se confunde com a história da emancipação da cidade de Timon. Nada melhor então do que, no mês de comemoração dos 125 anos da cidade, reavivar a história desse patrimônio do município. A prefeitura parabeniza o município e, numa sequência de matérias históricas, apresentará um pouco do passado e do presente de Timon.

 

O santo padroeiro que daria nome à igreja do pequeno povoado de São José das Cajazeiras (hoje Timon) chegou pelas mãos das mulheres dos ilustres senhores da época. Para rezar e abençoar a imagem do santo e a capelinha, elas também trouxeram um padre de Caxias.  A imagem do santo entrou na cidade com uma grande procissão e ocupou seu lugar no altar da capelinha de pedra. Construída na área de um quilômetro quadrado de terra, a mesma media 5 metros de largura por 6 metros de cumprimento e era o primeiro templo católico de Timon. A capela foi construída onde hoje é a igreja matriz de mesmo nome.

Igreja matriz de S. José – 1968, logo atrás o provável Pé de Ipê

Segundo estudos históricos, antes da construção as missas, ‘desobrigas’ ou obrigações da fé católica eram realizadas no ponto de parada dos andarilhos que por aqui passavam. Esse ponto era, segundo relatos de moradores antigos, debaixo de uma frondosa árvore de Pau D’arco (na foto, logo atrás da igreja). As igrejas costumeiramente eram construídas próximo ao local onde se realizavam as desobrigas, e esse era o ponto onde, até a década de 80, o povo timonense se reunia para assistir aos sermões dos padres que aqui vinham celebrar.

 

O 1º padre que veio à cidade foi Astolfo de Barros Serra, em 1927. Em 1936, o padre Eurico Bogéa iniciou a construção da igreja com a ajuda dos moradores que traziam pedras de uma pedreira localizada na Av. Getúlio Vargas. Segundo D. Mundoca (in memoriam), professora e mentora da primeira bandeira da cidade, contribuir com a edificação do novo templo era um atividade prazerosa. “Era o divertimento do povo, 5 horas da tarde, colocar uma rodilha na cabeça e carregar pedra para construir o baldrame da igreja”, contou a registros literários da paróquia. O 3º pároco, Padre Delfino, o mais lembrando pelos antigos moradores, pela oratória e por ser considerado um grande intelectual da época, terminou a construção da nova igreja e a inaugurou em 31 de maio de 1945.

Igreja São José 3

Na frente da igreja, os grandes festejos que aconteciam nos meses de setembro e outubro movimentavam a cidade e era a diversão dos mais jovens. “Havia muitas bancas de jogos e muitas barracas de comidas; era muita gente… muito bom relembrar esse tempo, a memória ainda está muito viva” – relembra Deusamar Bringel, membro de família tradicional na área de extração de óleo babaçu e de produção de arroz da época e atual presidente do CDL de Timon. Os festejos traziam fiéis de São Luís em trens lotados.

 

Hoje, a igreja passou por algumas reformas, mas mantém as mesmas características originais. Para as festas de Natal, o local é decorado pela Prefeitura com luzes que deixam a praça ainda mais bonita à noite. A pastoral ainda promove os festejos em homenagem ao padroeiro, e o Auto de Natal promovido pela Prefeitura acontece no adro da paróquia. Um projeto de revitalização da centenária praça foi discutido com moradores em setembro deste ano para resgatar antigas características e manter símbolos importantes.

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