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Unidade de Vigilância em Zoonoses inicia 2ª fase de encoleiramento de cães contra calazar


Os agentes da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) da Secretaria Municipal de Saúde iniciaram, nesta semana, a segunda fase do programa de encoleiramento de cães contra o calazar.

Na primeira fase, 5.800 cães receberam a coleira que possui repelente deltametrina a 4%, contra o mosquito palha, transmissor da leishmaniose visceral canina (calazar). Desta vez, a meta é fazer o encoleiramento em 2.700 cachorros na região do bairro Parque Piauí até fevereiro de 2023.

“Para evitar que os cães sejam infectados, a solução é preveni-los. Por isso, após diversos estudos, concluímos que o encoleiramento em massa dos cães é a melhor solução para evitar com que fiquem doentes. Com essa medida, haverá uma consequente diminuição da incidência de casos de calazar. Com o encoleiramento, os cães não serão infectados e, por possuir efeito inseticida, a coleira ainda ajudará a eliminar o vetor da doença – o mosquito palha”, explica José Marques, coordenadora da UVZ.

O calazar é uma doença causada por um parasita – o protozoário Leishmania chagasi – que se multiplica nas células de defesa do organismo, causando alterações importantes nos rins, fígado, baço e medula óssea.

“É uma doença que tem grande importância para a saúde pública, por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. Ela é transmitida ao homem e ao cão, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano, visto que pode permanecer sem sintomas, mesmo estando doente. Considerada um problema de saúde pública mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo, com 59 mil óbitos. Hoje, já são 12 milhões de pessoas infectadas no mundo. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. É a segunda doença parasitária que mais mata no mundo, atrás da malária”, ressalta José Marques.

Alguns sintomas do calazar são: descamação seca da pele, pêlos quebradiços, nódulos na pele, úlceras, febre, atrofia muscular, fraqueza, anorexia, falta de apetite, vômito, diarreia, lesões oculares e sangramentos.

O programa de encoleiramento é feito em parceria com o Ministério da Saúde.